Haih or Amortecedor, Os Mutantes

(Com atraso de um MÊS, segue aqui o que achei do disco d’Os Mutantes)

Quando o Sérgio Dias e Dinho Leme juntaram uma turminha do barulho que mais parece ter saído de Os Mutantes – Caminhos do Coração (a obra-prima da Record, somente superada por Bela, A Feia) e insistiram em continuar com Os Mutantes, mesmo sem Arnaldo Baptista, eu me assustei (e todo o mundo também).

Mutantes DEPOIS (2008)

Mutantes DEPOIS (2008)

Vampiros, corvos, seres da noite – enfim, qualquer coisa que não colou foram esses Mutantes “Depois” de 2008. “Que galera bizarra, que letra piegas essa Mutantes Depois [talvez por isso não tenha sido incluída no disco novo]“, foi o que eu pensei. Mas guardadas as críticas a “Mutantes Depois”, que curiosamente estava na trilha da novela “mutante” da Record citada, em termos de musicalidade ela é melhor que muita coisa hoje lançada.

Segundo Dinho, em entrevista ao Rock Press em 2008, a música era simples perto do resto que eles tinham. Ficou a promessa de coisas boas, contrastando com tudo o que se poderia apontar – a letra nova sobre os fãs como sementes jogadas no chão, o visual bizarro estilo “rockenrou atitude”, do qual Os Mutantes, com certeza, não precisam – e todo o mundo esperou os Mutantes novos com um certo ar de “Não Consumirás!” – XI mandamento cunhado pelo profeta Zé Marques.

Capa do disco, feita por alunos iniciantes do curso de Photoshop.

Capa do disco, feita por alunos iniciantes do curso de Photoshop.

E finalmente o disco novo foi lançado. A primeira impressão é meio bizarra, a começar pela capa (um corvo que parece o Sérgio Dias 2008, meio macabro e com um design trash amador) e pelo nome: “Haih Or Amortecedor”. Com a primeira audição, atacar o álbum me pareceu muito fácil, tanto que foi o que eu fiz.

O início, com a vinheta “Hymns Of The World Pt. I”, é o que diz o nome, hinos religiosos (e meio bizarros) do mundo, e sua parte 2, que fecha o álbum, emula diferentes hinos, principalmente o brasileiro (o resultado, confuso, parece a forma como os brasileiros cantam o hino: totalmente descoordenada. Ironia, talvez?). Enfim, é adequado para abrir um disco dos Mutantes, mas meio previsível e forçado, no tom de “somos todos mutantes” e “esse é um hino para nós”.

Mas não passa de impressão inicial a idéia de que “essa banda devia ser proibida de usar o nome de Mutantes!”. Não nego que é preciso um esforço maior para salvar o álbum por inteiro, e vocês verão isso.

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‘If you knew…’

Peggy Sue é o nome de um megahit do Buddy Holly, de meia dúzia de filmes baseados na música e o apelido de trezentos mil emos, pin-ups e travestis – ou de emos pin-ups travestis – na internet. Também é como se intitula um dueto de britânicas anteriormente chamado de Peggy Sue and the Pirates. Você conhece? Não? Claro, porque É DIFÍCIL ACHAR NO GOOGLE. E após a remoção do ‘the Pirates’, fica quase impossível.

peggysueResultado da busca por ‘Peggy Sue’ no Google Imagens.

Ou seja: a dupla seguiu a cartilha do obscuro direitinho e fez ainda melhor: NÃO LANÇOU UM ÁLBUM. Uma porrada de singles, meia dúzias de EPs e… pra que mais?

peggysue2Resultado da busca por ‘Peggy Sue’ no Google Imagens (2).

As garotas ainda prometeram lançar o tal do primeiro disco em abril desse ano, aí bateu outro ‘pra quê?’ e tudo ficou na promessa mesmo. Já disse que, no episódio da troca de nomes, elas apagaram todas as músicas do myspace antigo? Não? Pois é.

peggysueepResultado da busca por ‘Mallu Magalhães arte’ no Google Imagens.

E, por fim, mas não menos importante, o visual das duas não é muito agradável para imaginá-las como um casal de lésbicas gostosinhas. Tudo calculado pra contrariar a geração audiovisual. Então, meu amigo, essas você vai ter que curtir pelo som mesmo.

Novo MySpace da banda

Zé Marques

Borbulhando conteúdo.

Um amigo meu conta que participou da produção de “Epilepsia Erótica”, lendária obra pornográfica gravada aqui em Salvador, nos arredores do Tororó. A história é simples, mas inesquecível: tudo começa quando a protagonista sofre uma convulsão no meio da rua. Ataque epilético? Claro que não! A pobrezinha só estava precisando urgentemente de uma PENETRAÇÃO ANAL. A partir disso, toda uma trama se desenrola, num misto de prazer e muita tremedeira.

Infelizmente, apesar de conceber plots tão geniais, a Britto Produções – responsável também por clássicos como O Primeiro Anal de Bruna – não foi pra frente.  O legado da epilepsia passou, então, a circular por diferentes mídias, algumas não tão agradáveis:


Até o Ronaldo forja uma convulsão melhor que essa.

Outras, todavia, bem  interessantes, como a apresentação da banda Geladeira Metal no programa pernambucano Estereoclipe.  Mais que uma inovação na estética epilética, esse vídeo é dedicado a você que ouve um post-rockzinho de merda e se acha pra frente:

E é nesse clima de choque que estou avisando que toda quarta-feira vou postar aqui. Aliando isso às publicações dos outros costeletas, uma convulsão de posts. Cobrem, liguem para a minha casa, mandem e-mails com correntinhas e cuspam no meu twitter se eu não escrever nada. Só não roguem uma praga que me faça ter ataques epiléticos, valeu?

Zé Marques

Eu Protesto!

Hoje é feriado e eu estava sem nada para fazer até o meio-dia quando lembrei da existência desse maravilhoso sítio virtual. Para minha surpresa; NOS MUDAMOS! Sério, eu não sei quanto aos outros dois meninos, mas eu não vou com a cara do WordPress. Nunca entendi por que preferem isso aqui ao Blogspot. Anywaaaay_____ Lendo por aí e por aqui tirei as seguintes conclusões: Nada interessante tem acontecido no mundo musical desde que eu me lembre. Quero dizer, fora os escândalos das celebridades tipo Rihanna libera o pacotão, Rihanna apanha do Chris Brown, Rihanna pretende lançar disco novo, nada, nada mesmo tem chamado relevante atenção. Sinceridade? Vão ao site da Rolling Stone. Fora os especiais sobre os Beatles, o resto dos assuntos é todo direcionado ao cinema e etc.

O que fazer? Não sei, não, mas se não começarmos a montar bandas com urgência, vai ser muito complicado para nossos hérois do Cissa Guimarães (post anterior) divertir todo mundo.

Tazo.

Música nova do Radiohead

Dia desses eu e Zé Marques fomos no show de Cissa Guimarães.
Como é que é, gentem?

- Como é que é, gentem?

“Peraí, Cissa Guimarães virou cantora?” – sempre alguém pergunta. Não, não, ela só posou nua cinquentinha quarentinha mesmo. Mas eu tô falando dessa Cissa Guimarães. Como eles se denominam, o “coletivo artístico” (por que não?) Cissa Guimarães é a banda de reggae roquenrou mais esculhambada de Salvador.

Uma foto que diz muito sobre a banda

Uma "foto" que diz muito sobre a banda

Ou essa.

Ou quem sabe essa?

Tosqueira da maior qualidade, Cissa chama atenção pelas letras que ironizam com a cena do rock baiano e fazem uma verdadeira (oi?) análise sociológica dos “roqueiros” de Salvador. Os versos deles dão voz à verdade que todo o mundo sabe, mas pouco fala sobre aqui na Terra do Sol. E tem também a música Lou Reed corte meus pulsos com gilete, que diz “Você fica chorando em sua banda de rock triste (gritinho: RADIOHEEEEAAAD)”

Daí, lá mesmo no show, lembrei dos meus tempos – tristes, ok – de fã de Radiohead. Hoje gosto mais por nostalgia, mas continuo achando The Bends (1995) e Ok Computer (1997) geniais. E não é por nada não, mas eu sou um dos que comemoram o disco In Rainbows (2007) do Radiohead. É como se eles finalmente tivessem achado a luz do fim do túnel, ou o pote de ouro no fim do arco-íris (?), depois de terem caído no buraco negro de Kid A (2000) e Amnesiac (2001).

- Mas por que (em pleno 2009, quando essa discussão toda já está bem ultrapassada) estou escrevendo tudo isso?

É que eu sempre fico curioso sobre qual rumo eles vão tomar, depois de fazerem, talvez, boa parte do que já poderiam fazer de estranho, diferente, etc. E ontem, no mesmo esquema do lançamento de In Rainbows (paga-se quanto quiser pelo download, até £0,00), a banda lançou uma música nova, These are my twisted words, que vem acompanhada de uma arte bem mais ou menos (veja abaixo) e segue a linha mórbida de Amnesiac.

Capinha tenebrosa.

Capinha tenebrosa.

Porém, essa eu consigo ouvir. Qual será o motivo?

É um pouco experimental. É triste, ok – Cissa, nem tudo é lindo na vida e a tristeza tem bem o seu lugar. Quando a banda resolveu surpreender todo o mundo e lançar algo menos bizarro e menos (em tese, pelo menos) antipop – estou falando de In Rainbows – a gente imagina, sei lá como, que não tem volta. Eles fizeram já o que tinham que fazer, mas são uma banda pop. Todo o mundo tem problemas, todo o mundo é um pouco triste, mas o mundo também é bonito. Dá para ser bonito e ser triste. E These are my twisted words, por mais doente que seja – a começar pelo nome -, é bonita.

  • Para baixar The are my twisted words, clique aqui.

P.S.: Sobre o Cissa Guimarães, só resta uma coisa a dizer: o show (coisa que só acontece uma vez por ano) é engraçado, muito bom, etc e tal, e as versões de estúdio são piores que câncer (só pra botar o que falam do programa piloto de Brüno no filme de mesmo nome).

Fred Fagundes

Com quem será?

Você pode até pensar – conferindo superficialmente – que À Deriva é uma história de desestruturação familiar na visão de uma garota de 14 anos. Ledo engano, meu caro. A questão central do filme é, de fato, o dilema existencial de uma adolescente (que não é mais uma garotinha e ainda não se tornou mulher), mas sob outro ponto de vista: a perda da virgindade. E, no caso de Felipa – protagonista do longa –, com QUEM a menina fará o ato é mais importante que QUANDO, afinal, a resposta para a segunda pergunta é ‘logo’.

Ao longo do filme, quatro principais opções são expostas, embora a maioria das pessoas só enxergue três. Segue a análise de cada um:

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O PAI – De longe, a primeira opção de Felipa. Ele chega de mansinho, pegando nas pernas da filha, conversando no pé do ouvido e coisa e tal. Um passo a mais e a guria já está imaginando coisas proibidas. A presença de Camilla Belle no filme reforça tais intenções do diretor – afinal, ela atuou em O Mundo de Jack e Rose, que também tratava de uma relação quase incestuosa entre pai e filha.

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ARTUR – Artur é o pegador da obra. Todas as menininhas do filme passam pelas mãos dele e com Felipa não é diferente. Porém,  o rapazinho não é o que  a garota realmente deseja pra si. Felipa precisa de experiência, e dar uma bitoquinhas atrás das pedras não se encaixa muito no quesito. Além do mais, o beijo mais à vontade dado por Artur na história não é exatamente em uma menina.

Há uma confusão de identidade no garoto que deve se resolver nos anos seguintes. E eu não acho que será nada interessante para a molecada da praia vê-lo andando de mãos dadas com um marmanjo barbudo.

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O CARINHA DO BARCO – Felipa usa o carinha do barco. E o carinha usa o barco para usar ela. Nesse joguinho de sedução tudo pode acontecer. Nada também. Perceba que o personagem é tão importante que não consegui achar fotos dele no filme.

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ÂNGELA – O quarto elemento que, como já disse, poucos percebem, é a personagem de Camilla Belle. Na minha humilde opinião, figura ideal para a primeira transa de Felipa. Uma pena que a protagonista pense diferente. Ainda rola um flerte aqui e acolá das duas, mas o ciúme que Felipa sente por Ângela ser amante de seu pai estraga tudo. Um desperdício.

O desfecho dessa trajetória atrás do falo ideal – ou não, no caso da Ângela – é decepcionante. Mas não estou muito a fim de fazer spoiler aqui, então você vai ter que conferir o filme.

Zé Marques

E agora, o que vai ser, heim?

Se for pra recapitular o que aconteceu de importante no mundo pop durante o nosso período de ostracismo, não há dúvidas que a insistência dos peitinhos da Anna Paquin em aparecer em True Blood ficaria em destaque, mas vá, a gente nunca disse nada de importante aqui.

Então, só pra continuar o mesmo trabalho meio ocioso que já fazíamos, devo lembrar que o terceiro álbum do Arctic Monkeys, Humbug, já vazou na internet faz mais de uma semana, e se você AINDA NÃO VIU O CLIPE DE CRYING LIGHTNING não perdeu nada. Não tem nada demais. Você vai assistir aos caras num barco, em um mar de CG, e comentar: “Pô, tá todo mundo de cabelo maior, menos o baterista, ele não muda”.  E só. Como a música não tem grandes novidades, a verdadeira surpresa desse vídeo é que, no final, rola um plágio do Jackson 5.

O The Dead Weather, por outro lado, fez um clipe bem legal. Se liga no esquema:

Zé Marques

Back in blue!

Depois de 3 anos gloriosos (he-he) no Blogger, o Costelinha (apelido carinhoso do nosso Costeletas do Elvis) mudou de casa. Estávamos negociando um grande contrato com o WordPress, e, depois de três meses recusando as propostas deles, resolvemos fechar negócio. O valor que ganhamos? R$ 0,00. Depois de várias reuniões a portas fechadas, eles desistiram do negócio e nós, desesperados que somos por um lugar com mínima liberdade de expressão (coisa que o Blogger não dá), imploramos esse espaço aqui.

Ha-ha. Ok, não foi engraçado, eu sei disso. E ok, todo o mundo cansou de tantas idas e vindas do Costelinha, mas o que podemos fazer? Adoramos esse negócio. Sem o Costeletas, comentar discos e filmes na internet não tem a mesma graça. Não é a mesma coisa postar suas opiniões no twitter, e nos blogs pessoais da vida. Então, não podemos fazer nada senão voltar à ativa!

E é impressionante como o mês de julho persegue esse blog. Não é culpa nossa: nós nunca planejamos. Circunstâncias bizarras e, talvez, algo relacionado à posição dos astros (nah, besteira!), sempre rondam o final de julho e nos trazem de volta. O primeiro post na antiga casa foi há 3 anos, e, nesse período, já voltamos duas vezes – esta é a terceira. Que não haja mais, agora que está tudo azul, todo mundo nu, etc e tal, necessidade de voltar, porque não precisaremos – assim espero! – sumir.

Até o próximo contato, galerinha do barulho que apronta todas.

P.S.: Eu sei que humor com esses riscos é uma das coisas mais velhas dos blogs e que já perdeu a graça, mas é que bateu a nostalgia 2006 e… ah, deixa pra lá.

Fred Fagundes.

Costelinha recomenda: Teenagers!

Synthpop, sarcasmo, conteúdo lírico duvidoso, sotaque e uma leve pitada de misogenia: tudo que uma banda precisa pra cair no hype ultimamente. The Teenagers, banda francesa formada em 2005 vai bem por aí.

As músicas recheadas de sintetizadores, efeitos de voz e beats eletronicos são o background para um tipo de letra que só se vê no atual hip hop norte americano. O explicíto desprezo/admiração pelo sexo feminino é o que atrai a atenção do ouvinte para a banda; como em Homeoming, música que narra um verão nos estados unidos no qual o vocalista afirma ter traçado sua prima de segundo grau – pra ser o mais sutil possível.

Um fato interessante a ser notado é o jeito como as músicas são “cantadas” e toda sua estrutura em geral. O trio formado por Michael Szpiner, Dorian Dumont e Quentin Delafon lançou seu primeiro album Reality Check em 2008 pelo selo XL Records e traz no tracklist músicas Love No e Starlet Johansson, pode ser ouvido na íntegra pelo Myspace oficial.

Bom, fikdik da semana: The Teenagers. Mais um oferecimento exclusivo da Costelinha Music And Culture Enterprises.

Tazo

Eu era um escoteiro!

Imagine você, leitor, um rapaz desocupado em plena terça à noite, cansado de criar beats e programações no seu computador (jura que você não faz isso?), liga a televisão e dá de cara com o programa mais legal da TV fechada: Sound. O programa consiste no seguinte: apresentar bandas até então conhecidas somente no Reino Unido e – às vezes – um artista muito famoso. O legal de tudo isso é descobrir umas bandas bem legais.

O caso de hoje é o duo inglês I Was A Cub Scout (vide título para tradução). Formado em 2006 e separado em 2008, a banda inicialmente era mais um daqueles exércitos-de-um-homem-só, no qual o vocalista Todd Marriott programava a bateria no computador e então tocava seus sintetizadores e sua guitarra. Claro, isso nunca dá certo se você não tem dinheiro nem uma puta equipe por trás. Não tem jeito, precisava arranjar alguém pra tocar bateria e…TCHARAM! William Bowerman, amigo de Todd, é convidado para assumir as baquetas e, meio assim, de brinks, o que antes era um projeto solo torna-se uma banda que conquistou seu lugar sob o sol britânico.

Bom, por ser uma banda praticamente desconhecida, eu ainda não consegui achar o álbum deles, I Want You to Know That There Is Always Hope para download ainda, e sendo assim, deixarei o myspace dos rapazes aqui.

Divirtam-se.

Tazo

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Quem?

Fred: Sempre à procura da batida perfeita do lugar do caralho, insiste que não é triste. Mas é tão pessimista que seus amigos chamam isso de "fredismo".

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Zé Marques: Lutou na Guerra do Vietnã e voltou com seqüelas. Já que não pode mais ser atleta, virou blogueiro.

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Tazo: Após a fama e o sucesso nos anos 90 como brinde de salgadinho, Tazo sucumbiu às drogas depois de ter sido substituído pelas tatuagens com LSD da Elma Chips.

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IN MEMORIAN

Soneca: Ninguém nunca viu sua face. Especula-se que essa mão branca seja sua, e que ele seja filho bastardo do deputado-forrozeiro Edgar Mão Branca. Não há provas.

Lucas: Nascido e criado no sítio, conheceu a internet depois de cadastrado no programa Inclusão na Roça, do Governo Federal.